O maratonista olímpico Daniel Nascimento, de 27 anos, encontra-se desaparecido desde o dia 19 de junho. A informação foi confirmada por sua mãe, que iniciou uma mobilização nas redes sociais em busca de pistas sobre o paradeiro do atleta, que representou o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, e detém o recorde sul-americano da maratona.
De acordo com relatos familiares, o corredor saiu da residência onde vivia com a mãe em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, portando apenas uma mochila preta. A família aponta que o atleta enfrentava um quadro de depressão, agravado após o episódio de doping que resultou em sua suspensão das competições oficiais de atletismo.
Investigação policial e buscas pelo paradeiro
Diante da ausência de notícias, um boletim de ocorrência foi registrado pela família nesta segunda-feira. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Assis, município vizinho à residência do maratonista.
Existem relatos de que o atleta teria sido visto caminhando em uma rodovia que conecta Paraguaçu Paulista a Assis. A família, que conta com assistência jurídica para acompanhar o processo, aguarda a liberação de imagens de câmeras de monitoramento da concessionária responsável pelo trecho para confirmar a veracidade das informações.
Este não é o primeiro registro de desaparecimento envolvendo o esportista. No início de 2026, Daniel Nascimento também se ausentou de casa, sendo localizado dias depois na cidade de Campinas, também no interior paulista.
Trajetória esportiva e suspensão por doping
O nome de Daniel Nascimento ganhou destaque internacional em abril de 2022, quando o brasileiro venceu a Maratona de Seul com o tempo de 2h04min51s. A marca não apenas estabeleceu o recorde brasileiro e sul-americano, como também se consolidou como o melhor tempo já registrado nas Américas para a distância.
A carreira do maratonista sofreu uma interrupção drástica em 2025, quando a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) confirmou sua suspensão. O atleta testou positivo para substâncias proibidas, incluindo drostanolona, metenolona e nandrolona, em exames realizados fora de competição antes dos Jogos Olímpicos de Paris.
Como punição, foi aplicada uma suspensão de cinco anos, com efeito retroativo a 15 de julho de 2024. Segundo as normas vigentes, o atleta está impedido de participar de eventos oficiais até julho de 2029, conforme reportado pela Gazeta Esportiva.
Fonte: gazetaesportiva.com

































