O congressista Jamie Raskin, membro do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, formalizou um pedido de investigação sobre a natureza da relação entre a Fifa e o governo de Donald Trump. Em uma carta endereçada ao presidente da entidade, Gianni Infantino, o parlamentar exige esclarecimentos detalhados sobre supostos favorecimentos e contatos estratégicos mantidos entre a organização esportiva e a administração americana.
Questionamentos sobre a governança da Fifa
O documento enviado pelo deputado levanta preocupações sobre decisões recentes que teriam beneficiado a gestão do ex-presidente. Entre os pontos centrais, Raskin questiona o arquivamento de processos judiciais que envolviam casos de corrupção, anteriormente sob investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Além das questões legais, o parlamentar aponta irregularidades na comercialização de ingressos para a Copa do Mundo de 2026. O pedido de investigação exige acesso a documentos internos e registros de comunicações entre a cúpula da Fifa e integrantes do governo Trump, visando identificar possíveis conflitos de interesse.
Aproximação política e episódios controversos
A solicitação destaca episódios que evidenciam a proximidade entre Infantino e Trump nos últimos anos. O congressista cita a instalação de um escritório da Fifa na Trump Tower e a entrega de uma homenagem oficial ao ex-presidente pela entidade como exemplos de uma relação institucionalmente questionável.
Outro ponto de tensão mencionado é a alteração de locais de eventos oficiais da Copa do Mundo, que teriam sido movidos para atender a interesses políticos. A carta solicita formalmente que Infantino compareça a uma oitiva perante o Comitê Judiciário para prestar esclarecimentos sobre essas movimentações.
O caso do jogador Folarin Balogun
A investigação também aborda o episódio envolvendo o atacante Folarin Balogun. Durante a competição, Trump admitiu ter solicitado a Infantino a revisão de um cartão vermelho aplicado ao atleta da seleção dos Estados Unidos. A posterior reversão da punição pela Comissão Disciplinar da Fifa gerou críticas severas de diversas federações internacionais.
Limitações políticas e defesa governamental
Embora a solicitação tenha gerado grande repercussão, a iniciativa enfrenta barreiras no cenário legislativo atual. Como os democratas são minoria na Câmara dos Representantes, Raskin carece de autoridade imediata para compelir a Fifa a entregar documentos ou forçar o depoimento de seus dirigentes.
Em resposta, a Casa Branca, por meio do porta-voz Davis Ingle, refutou as alegações de irregularidades. O governo defendeu a atuação de Trump durante o torneio, argumentando que a Copa do Mundo de 2026 trouxe impactos econômicos significativos para as cidades-sede e para a economia americana. Mais informações sobre o cenário esportivo podem ser consultadas no portal Gazeta Esportiva.
Fonte: gazetaesportiva.com


































