O coletivo Filhas do Almirante, grupo de torcedoras do Vasco da Gama, emitiu uma nota oficial repudiando um episódio de assédio sofrido por duas de suas integrantes. O caso, que envolve um membro da Torcida Organizada do Vasco (TOV) e da Vascopa, motivou uma cobrança pública por medidas disciplinares rigorosas contra o agressor e as instituições envolvidas.
Processo de denúncia e morosidade na resposta
Segundo o comunicado, o coletivo tomou conhecimento do incidente e reuniu provas documentadas, incluindo registros gravados, para sustentar a denúncia. O grupo afirma ter entrado em contato com as torcidas responsáveis logo após o ocorrido, iniciando um processo de deliberação que se estendeu por cerca de 4 meses.
As integrantes do coletivo destacam que não aceitarão descasos ou tentativas de minimizar a gravidade do comportamento. A nota ressalta que o tempo decorrido não deve servir como estratégia para que o caso seja esquecido ou relativizado pelas partes envolvidas.
Posicionamento contra a cultura do silêncio
A organização enfatiza que a tolerância com membros assediadores é inaceitável, especialmente em ambientes que deveriam ser pautados pelo respeito e pela convivência entre torcedores. O grupo reforça que o assédio não pode ser resolvido com omissão ou silêncio, exigindo que a punição seja aplicada de forma efetiva.
Para o coletivo, a responsabilização deve ir além do discurso. O objetivo é garantir que o episódio não passe despercebido, combatendo a impunidade que, muitas vezes, reflete problemas estruturais da sociedade brasileira. Mais informações sobre a atuação do grupo podem ser acompanhadas pelo perfil oficial das Filhas do Almirante.
Resistência e legado de Dulce Rosalina
O texto faz uma menção honrosa a Dulce Rosalina, figura histórica da torcida vascaína. O coletivo a define como um símbolo de resistência e coragem, criticando o uso da imagem de mulheres apenas como figuras decorativas em contextos convenientes.
As Filhas do Almirante reafirmam que seu espaço é de acolhimento e luta contínua contra o machismo. O grupo conclui o comunicado reforçando o compromisso de seguir defendendo suas torcedoras e cobrando postura ética de todos os envolvidos no ecossistema do clube.
Fonte: netvasco.com.br


































