O Santos oficializou o reconhecimento de uma dívida de R$ 90,5 milhões com a NR Sports, empresa responsável pela gestão dos direitos de imagem do jogador Neymar. O montante foi detalhado no quinto aditamento contratual firmado entre as partes, datado de 6 de abril de 2026. O documento estabelece novos parâmetros para a quitação do passivo, que tem gerado atenção nos bastidores do clube.
A gestão do presidente Marcelo Teixeira, em conjunto com o vice Fernando Bonavides e o representante da NR Sports, Altamiro Lopes Bezerra, consolidou o acordo que mantém o CT Meninos da Vila como garantia real. O centro de treinamento, fundamental para as categorias de base, permanece vinculado ao cumprimento das obrigações financeiras assumidas pela instituição.
Reestruturação do passivo e o papel do CT Meninos da Vila
O novo aditamento trouxe alterações significativas em relação ao contrato anterior, firmado em 30 de dezembro de 2025. O clube optou por remover cláusulas que previam o vencimento antecipado da dívida em cenários como a não reeleição de Marcelo Teixeira ou a eventual transformação do Santos em SAF (Sociedade Anônima do Futebol). A medida flexibiliza o cronograma, mas mantém a pressão sobre o patrimônio imobiliário.
A utilização do CT Meninos da Vila como garantia segue condicionada a trâmites internos rigorosos. Segundo o Estatuto Social do clube, qualquer restrição sobre o imóvel, como hipoteca ou alienação fiduciária, exige aprovação prévia do Conselho Deliberativo, com quórum qualificado de dois terços dos presentes. Até o momento, o Santos não confirmou se a formalização dessa garantia passou pelo crivo do conselho.
Cronograma de pagamentos e amortização da dívida
Do montante total de R$ 90,5 milhões, R$ 26 milhões referem-se a obrigações já vencidas, enquanto R$ 64,5 milhões compõem o saldo a vencer. Para abater parte do débito, o clube destinou R$ 11,6 milhões — provenientes da venda do atacante Luca Meirelles ao Shakhtar Donetsk — para a amortização imediata do passivo vencido.
A partir de janeiro de 2027, o Santos iniciará o pagamento do saldo remanescente em parcelas mensais fixas de R$ 1 milhão. Diferente do acordo anterior, que previa correção monetária pelo IPCA/FGV, o novo termo estabelece pagamentos sem juros, multa ou correção, embora o número total de parcelas e a data final para a quitação integral permaneçam indefinidos.
Posicionamento das partes e transparência financeira
O clube e a NR Sports mantêm uma postura reservada quanto aos detalhes operacionais do contrato. Em nota, o Santos justificou a ausência de informações adicionais citando cláusulas de confidencialidade. A empresa de Neymar, por sua vez, optou por não se manifestar publicamente sobre os termos do aditamento.
A incerteza sobre o cronograma completo de pagamentos transfere o peso da maior parte da obrigação financeira para a próxima gestão administrativa. Com as parcelas programadas para iniciar apenas em 2027, o futuro financeiro do clube segue atrelado ao cumprimento rigoroso deste novo desenho contratual. Mais detalhes podem ser conferidos no portal UOL.
Fonte: uol.com.br

































