Um grupo de 48 conselheiros do Santos protocolou, nesta quinta-feira (23), um requerimento formal junto ao Conselho Deliberativo solicitando a convocação imediata de uma reunião extraordinária presencial. O documento é endereçado diretamente ao presidente Marcelo Teixeira, aos membros do Comitê de Gestão e ao executivo de futebol Alexandre Mattos.
Transparência sobre a situação financeira do Santos
O objetivo central dos signatários é obter esclarecimentos detalhados sobre o planejamento esportivo e a real situação econômica da instituição. Para garantir a eficácia do encontro, os conselheiros exigiram que toda a documentação pertinente seja disponibilizada com antecedência mínima de três dias, permitindo uma análise prévia dos dados que deverão ser expostos em slides durante a sessão.
A iniciativa ganha força diante de relatos de insatisfação interna. Segundo os conselheiros, jogadores do elenco profissional teriam procurado membros do conselho para manifestar preocupações e cobrar posicionamentos sobre os problemas enfrentados pelo clube nos bastidores.
Pressão estatutária e prazos para o encontro
De acordo com o Estatuto do Santos, o requerimento superou o quórum mínimo de 30 assinaturas, o que obriga a mesa do Conselho Deliberativo a agendar a reunião. O grupo solicita que o encontro ocorra em um prazo máximo de 15 dias, visando estancar a incerteza que ronda a Vila Belmiro.
A pressão ocorre em um momento crítico para o clube, que enfrenta desafios severos em sua gestão administrativa. A instabilidade é agravada por pendências financeiras que afetam diretamente o dia a dia do futebol profissional.
Dívidas e restrições no mercado da bola
O cenário financeiro do Santos é marcado por números alarmantes e restrições impostas por órgãos internacionais. Atualmente, o elenco profissional acumula dois meses de atraso no pagamento dos direitos de imagem, gerando um clima de tensão no vestiário.
Além dos salários, o clube lida com passivos de grande monta que comprometem o fluxo de caixa, incluindo:
- Uma dívida de aproximadamente R$ 90 milhões com a empresa da família de Neymar.
- Um transfer ban aplicado pela Fifa devido ao não pagamento de 2 milhões de euros, cerca de R$ 12,1 milhões, ao Monaco pela contratação do volante Jean Lucas.
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Fonte: uol.com.br


































