A recente despedida do zagueiro Davi Schuindt do Fluminense, oficializada na última terça-feira (21), provocou reações imediatas no meio esportivo. O jogador, que mantinha contrato vigente com o clube tricolor até dezembro de 2028, seguirá sua trajetória profissional no AVS, de Portugal. Aos 22 anos, o defensor encerra um longo ciclo de formação em Xerém.
A movimentação nos bastidores do clube carioca foi alvo de duras críticas por parte do jornalista José Ilan, da Revista Placar. Em análise publicada nesta quarta-feira (22), o comunicador questionou os critérios adotados pela diretoria na gestão de atletas formados nas categorias de base, classificando a condução do processo como desrespeitosa.
Questionamentos sobre a gestão da base tricolor
Para José Ilan, a questão central não reside na venda de ativos do clube, mas na forma como o desligamento foi conduzido. O jornalista destacou que Davi Schuindt estava no Fluminense desde os nove anos de idade, totalizando 13 anos de vínculo com a instituição. Segundo o comentarista, o clube teria virado as costas para um atleta que dedicou sua formação ao Tricolor.
O analista reforçou que o jogador possuía qualidades técnicas que poderiam ser aproveitadas pelo elenco principal. Ele argumentou que a liberação não apenas prejudica a trajetória do jovem zagueiro, mas também retira do clube uma opção que, em sua visão, apresentava desempenho superior a outros nomes que permanecem na equipe.
Impactos no elenco e incertezas técnicas
O debate ganha contornos mais críticos diante do cenário atual do departamento de futebol. O Fluminense enfrenta um momento de fragilidade no setor defensivo, agravado pela perda recente de dois zagueiros. Jemmes e Millán, este último com uma lesão grave que pode afastá-lo dos gramados por até dois meses, desfalcam o time justamente no período em que a saída de Davi Schuindt foi concretizada.
A coincidência temporal entre as baixas por lesão e a liberação de mais um defensor gerou questionamentos sobre a estratégia adotada pela gestão. O jornalista questionou publicamente as motivações por trás da decisão, levantando dúvidas sobre a lógica técnica e administrativa que fundamentou a transferência do atleta para o futebol português.
Fonte: netflu.com.br


































