O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ação contesta declarações feitas pelo parlamentar sobre a segurança e a integridade das urnas eletrônicas durante um encontro com embaixadores realizado no dia 21. O caso foi distribuído ao ministro Kássio Nunes Marques, que atua como relator na Corte.
Ação do PT aponta desinformação articulada
Além do senador, a petição do partido inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e os deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC). A legenda sustenta que os parlamentares integram um movimento coordenado de disseminação de informações falsas sobre o sistema de votação, que teria se intensificado nas redes sociais a partir do dia 17.
O documento argumenta que a conduta dos citados busca minar a confiança do eleitorado na Justiça Eleitoral. O PT destaca que as alegações de fraude, frequentemente replicadas pelo grupo, já foram refutadas em diversas ocasiões pela própria autoridade eleitoral brasileira.
Questionamentos sobre a origem das urnas
Durante a reunião com representantes estrangeiros, Flávio Bolsonaro levantou suspeitas sobre a fabricação das urnas, citando a empresa Smartmatic, de origem venezuelana. O senador afirmou que equipamentos utilizados no pleito brasileiro teriam vínculos com a companhia, uma narrativa que o TSE já desmentiu publicamente em pelo menos quatro oportunidades anteriores.
A representação jurídica enfatiza que o senador não poderia desconhecer a inveracidade dos dados apresentados. Segundo o partido, a repetição de tais falas perante autoridades internacionais configura uma tentativa deliberada de propagar fatos sabidamente falsos para fragilizar a credibilidade do processo democrático.
Pedidos de liminar e remoção de conteúdo
O PT solicita ao TSE a concessão de uma liminar para a remoção imediata de quatro postagens específicas que associam a Smartmatic às urnas eletrônicas. Além disso, a legenda pede que os quatro parlamentares sejam proibidos de reiterar ou propagar conteúdos que coloquem em dúvida a integridade do sistema de votação.
A petição também requer que as principais plataformas digitais atuem para impedir a circulação de materiais com teor similar. Embora a defesa compare o episódio ao caso que resultou na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, o pedido atual foca na contenção da desordem informacional, sem solicitar, neste momento, a investigação por abuso de poder político. Mais informações podem ser consultadas no portal TSE.
Fonte: terra.com.br


































