O Vasco desembarca na Colômbia para o confronto de ida dos playoffs da Sul-Americana contra o Independiente Medellín, nesta quarta-feira, às 19h. O cenário, contudo, é de instabilidade profunda para o clube mandante. O time colombiano atravessa uma crise institucional severa, marcada por protestos massivos da torcida, uma reformulação drástica no elenco e a recente mudança em seu comando técnico.
Punição da Conmebol e portões fechados no Atanasio Girardot
A equipe comandada por Amaranto Perea não contará com o apoio de sua torcida no estádio Atanasio Girardot. O clube cumpre uma punição imposta pela Conmebol após os graves incidentes ocorridos em maio, durante a partida contra o Flamengo pela Libertadores. Naquela ocasião, a invasão de campo e o uso de artefatos pirotécnicos forçaram a paralisação e o cancelamento do duelo.
Como consequência, o Independiente Medellín foi punido com a perda de mando de campo em cinco partidas, além de multas que somam aproximadamente R$ 510 mil. O confronto diante do clube carioca resultou em derrota por W.O., agravando o prejuízo esportivo e financeiro da instituição colombiana nesta temporada.
Protestos da torcida e instabilidade na gestão
A insatisfação dos torcedores, que se autodenominam parte de “El Equipo del Pueblo”, atingiu seu ápice no dia 12 de julho com a “Marcha pela Dignidade do DIM”. O movimento protestou contra a gestão do acionista Raúl Giraldo, questionando a falta de investimentos no futebol e a venda de jogadores fundamentais sem a devida reposição técnica.
O descontentamento popular reflete o desgaste com os resultados recentes, incluindo a eliminação precoce no Campeonato Colombiano e a queda na fase de grupos da competição continental. A torcida exige uma mudança na estrutura de propriedade do clube, buscando investidores que priorizem o desempenho esportivo em detrimento da atual política financeira.
Reformulação do elenco e aposta em Amaranto Perea
Para tentar estancar a crise, a diretoria promoveu uma reestruturação no plantel, oficializando a saída de onze atletas. Em contrapartida, o clube buscou reforços como Agustín Martegani, Joaquín Varela, Carlos Lucumí, Juan Córdoba, Alfonso Simarra e Jeison Medina para qualificar o grupo sob as ordens do novo treinador.
A escolha de Amaranto Perea para o comando técnico é uma tentativa de resgatar a identidade do clube. Ídolo da torcida e ex-auxiliar da seleção colombiana, Perea assume o desafio de liderar a equipe em um momento de transição, que incluiu até a adoção de um novo escudo, remetendo ao emblema original da fundação do clube em 1913, conforme reportado pelo ge.
Fonte: netvasco.com.br

































