O presidente da FIFA, Gianni Infantino, não deve enfrentar sanções disciplinares por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI) em decorrência de sua proximidade política com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Guardian, a cúpula do movimento olímpico optou por não intervir nas atividades internas da entidade máxima do futebol.
Neutralidade política e a atuação do COI
A denúncia que colocou Infantino sob escrutínio foi formalizada pela organização não governamental FairSquare. A entidade, focada em direitos humanos, argumentou que o dirigente violou reiteradamente as regras de neutralidade política exigidas pelo COI, ao demonstrar apoio público e estreitar laços com Donald Trump durante seu mandato.
Apesar de Gianni Infantino ser membro do COI desde 2020 — condição que, em tese, o sujeita a um código de conduta rigoroso —, a entidade olímpica entende que a resolução de conflitos envolvendo a gestão do futebol deve ocorrer primariamente dentro da própria FIFA. Fontes indicam que não há intenção de abrir uma investigação formal contra o dirigente neste momento.
Interesses estratégicos e os Jogos de 2028
Analistas apontam que a postura cautelosa do COI reflete também uma estratégia de longo prazo. A organização busca manter uma relação diplomática sólida com a FIFA para capitalizar o engajamento esportivo gerado pela Copa do Mundo nos Estados Unidos, visando maximizar receitas e audiência para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
A FairSquare listou episódios controversos, como a entrega do Prêmio da Paz da FIFA a Trump em dezembro de 2025 e o uso de slogans associados ao político republicano. Além disso, a ONG questiona a interferência política no caso do jogador Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026, quando o governo norte-americano teria atuado diretamente para reverter uma suspensão do atleta.
Fonte: uol.com.br


































