Home / NOTÍCIAS NO MUNDO / Claudia Raia revela diagnóstico de síndrome musculoesquelética na menopausa

Claudia Raia revela diagnóstico de síndrome musculoesquelética na menopausa

Claudia Raia revela diagnóstico de síndrome musculoesquelética na menopausa

A atriz Claudia Raia, de 59 anos, trouxe à tona um tema frequentemente negligenciado no debate sobre saúde feminina: as dores crônicas associadas ao período do climatério e da menopausa. Em um relato recente, a artista revelou ter convivido por quase dois anos com desconfortos corporais intensos, que só foram devidamente esclarecidos após o diagnóstico de síndrome musculoesquelética.

O depoimento ocorreu durante o painel “Menopausa Sem Tabu”, realizado no evento Iguatemi Talks. A revelação de Claudia Raia serviu como um alerta importante sobre como sintomas inflamatórios podem ser confundidos com quadros de fibromialgia ou outras doenças reumatológicas graves, retardando o tratamento adequado para milhões de brasileiras.

Entendendo a síndrome musculoesquelética e a queda hormonal

A síndrome musculoesquelética é uma condição inflamatória que afeta diretamente músculos, articulações, tendões e ligamentos. Segundo especialistas, a causa primária reside na queda brusca dos níveis de estrogênio no organismo feminino, um hormônio que desempenha um papel fundamental na manutenção dos tecidos conectivos e na regulação da resposta inflamatória do corpo.

O ortopedista Dr. Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE, explica que o estrogênio atua na preservação do colágeno e na reestruturação das cartilagens. Com a redução hormonal, o corpo perde essa proteção natural, tornando-se mais suscetível a quadros de rigidez muscular, tendinopatias e dores articulares persistentes, que comprometem a qualidade de vida diária das pacientes.

Impacto da menopausa na saúde das articulações

Dados do IBGE indicam que cerca de 30 milhões de brasileiras vivem atualmente o climatério ou a menopausa. Embora ondas de calor e suores noturnos sejam os sintomas mais difundidos, uma revisão publicada na revista científica Maturitas aponta que mais da metade das mulheres enfrenta a artralgia, termo médico para a dor nas articulações, durante essa fase de transição.

Muitas pacientes acabam recebendo prescrições de medicamentos potentes para condições reumatológicas sem que a verdadeira causa hormonal seja investigada. O Dr. Lúcio Gusmão alerta que a falta de um diagnóstico preciso leva ao uso desnecessário de fármacos, enquanto a causa fisiológica subjacente permanece sem o devido acompanhamento médico.

Diagnóstico precoce e estratégias de tratamento

A precisão no diagnóstico precoce é o fator determinante para o sucesso do tratamento. Quando a relação entre as dores e a menopausa é reconhecida, a paciente pode ser encaminhada para uma abordagem multidisciplinar, que vai além do controle da dor e foca na preservação da funcionalidade física a longo prazo.

  • Prática regular de exercícios físicos dirigidos.
  • Fortalecimento muscular para suporte articular.
  • Controle rigoroso do peso corporal.
  • Terapia hormonal indicada por ginecologistas.

O sedentarismo e a perda de massa muscular são fatores que intensificam o quadro doloroso. Portanto, a intervenção médica deve ser personalizada, considerando que as brasileiras vivem, em média, um terço de suas vidas no período pós-menopausa, tornando essencial o cuidado contínuo com a saúde musculoesquelética.

Fonte: terra.com.br

Marcado:

SIGA PARA MAIS NOTÍCIAS

SIGA PARA MAIS NOTÍCIAS

@PODCASTGARAGEM

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

REDES SOCIAIS

ÚLTIMOS POSTS