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Joseph Blatter questiona rumos da Fifa em meio a críticas sobre a Copa do Mundo

Joseph Blatter questiona rumos da Fifa em meio a críticas sobre a Copa do Mundo

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, utilizou suas redes sociais para manifestar forte descontentamento com a atual gestão da entidade máxima do futebol. Em uma série de declarações contundentes, o dirigente, que comandou a organização entre 1998 e 2015, questionou a integridade e a direção das decisões tomadas durante a realização da atual Copa do Mundo.

Mudanças no formato da final e influência do entretenimento

O ponto central da insatisfação de Blatter reside na organização do show de intervalo da final do torneio. O ex-mandatário criticou a extensão da pausa, que deve durar cerca de 30 minutos, superando o limite regulamentar de 15 minutos. Para ele, a tentativa de transformar o futebol em um espetáculo nos moldes do Super Bowl, da NFL, descaracteriza a essência do esporte.

A programação, que prevê apresentações de artistas como Shakira, Madonna, BTS e Coldplay, foi classificada por ele como um desvio de foco. Blatter questionou publicamente: “Para onde estamos indo, Fifa?”, ao comparar a decisão de campo com o modelo de entretenimento norte-americano.

Interferência política e reversão de suspensões

Outro episódio que motivou as críticas foi a reversão da suspensão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. O jogador havia sido expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus após um lance contra o atleta Muharemovic, da Bósnia. Contudo, a punição foi anulada após suposta interferência do governo estadunidense e de Donald Trump.

Blatter enfatizou que cartões vermelhos não devem ser alterados por pressões políticas, mas sim por critérios técnicos e órgãos independentes. O ex-presidente reforçou que o futebol não pode se tornar um “playground para o poder político”, alertando para o risco de comprometimento da imparcialidade das competições.

Restrições de acesso e a universalidade do futebol

O ex-dirigente também condenou o impedimento da entrada do árbitro somali Omar Artan no país-sede da competição. O juiz, que estava escalado pela Fifa, foi barrado pelas autoridades locais, o que, na visão de Blatter, fere os princípios fundamentais da instituição.

Segundo o ex-presidente, um país anfitrião tem a obrigação de garantir a entrada irrestrita de todos os profissionais qualificados. Ele afirmou que a Fifa nunca deveria comprometer a universalidade do esporte em prol de exigências de segurança ou políticas de nações específicas. Para mais informações sobre o cenário esportivo, acompanhe o portal Fifa.

Fonte: uol.com.br

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