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Scuderia Bandeiras encerra trajetória na Stock Car após sucessivos impasses jurídicos

Scuderia Bandeiras encerra trajetória na Stock Car após sucessivos impasses jurídicos

O fim da jornada da Scuderia Bandeiras na Stock Car

A Scuderia Bandeiras oficializou sua saída da Stock Car, marcando o encerramento de um ciclo conturbado na principal categoria do automobilismo brasileiro. A decisão, que repercute intensamente nos bastidores do esporte a motor, ocorre após uma série de desentendimentos entre a gestão da equipe e a cúpula organizadora do campeonato.

O time, liderado por Átila Abreu e que contava com nomes de peso como Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet e Rafael Suzuki, além da chefia de Christian Fittipaldi, optou pelo desligamento definitivo. A notícia, inicialmente divulgada pelo perfil Litrão Sincerão, foi confirmada posteriormente pelo portal Motorsport.com.

Conflitos técnicos e decisões no STJD

O estopim para o agravamento da crise foi a desclassificação dos carros de Barrichello e Piquet na etapa de Interlagos. A organização da categoria apontou irregularidades nas pinças de freio, alegando que os componentes estariam fora do regulamento técnico vigente.

A equipe recorreu ao STJD para tentar reverter a punição, mas o pleito foi negado por unanimidade. Esse revés esportivo intensificou a tensão entre as partes, culminando em uma ruptura que coloca em dúvida o futuro dos pilotos e da própria estrutura da escuderia para o restante da temporada de 2026.

Disputas financeiras e o impasse do Kit V8

Além das questões esportivas, a relação entre a Scuderia Bandeiras e a Stock Car deteriorou-se por divergências financeiras. A equipe enfrentava sanções que, somadas, ultrapassavam a marca de R$ 2,3 milhões, envolvendo multas e a suspensão de benefícios operacionais.

Um ponto central de discórdia foi a cobrança do chamado Kit V8, necessário para a implementação do novo motor adotado pela categoria. Com custos estimados em R$ 200 mil por veículo, a equipe questionou a natureza da cobrança:

  • A categoria classifica o item como uma atualização obrigatória, custeada pelas equipes.
  • A escuderia argumenta tratar-se de uma modificação estrutural, que deveria ser responsabilidade da organização.

Embora a equipe tenha obtido uma liminar para se isentar do pagamento, o desgaste nas relações tornou a permanência na categoria insustentável. Até o momento, a Scuderia Bandeiras não se manifestou oficialmente sobre os próximos passos de seus integrantes.

Fonte: motorsport.uol.com.br

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