A deputada federal Erika Hilton protagonizou um momento de forte posicionamento durante sua participação no programa Lorelive, exibido pela Dia TV na noite desta quarta-feira (15). Convidada para o quadro Tirando a Peruca, a parlamentar recusou-se a realizar a dinâmica ao ser questionada sobre o apresentador Ratinho, utilizando o espaço para tecer duras críticas à conduta do comunicador do SBT.
Confronto judicial e limites da crítica política
Durante a entrevista conduzida por Lorelay Fox, a deputada pontuou que compreende o jogo democrático e a possibilidade de divergências políticas. Segundo Hilton, figuras públicas estão expostas a críticas e discordâncias, o que considerou natural dentro do exercício de seu mandato parlamentar.
No entanto, a parlamentar ressaltou que enfrenta uma batalha judicial contra o apresentador. Ela enfatizou que a liberdade de expressão não deve ser confundida com o uso de concessões públicas para a prática de ofensas pessoais ou incitação ao ódio.
Acusações de transfobia e responsabilidade social
Para a deputada, a utilização de um programa de televisão em horário nobre para atacar a identidade de gênero de uma parlamentar ultrapassa os limites da opinião. Erika Hilton classificou tais atitudes como criminosas e irresponsáveis, argumentando que o impacto desses discursos reverbera em toda a comunidade LGBTQIA+.
A parlamentar destacou que o Brasil apresenta estatísticas alarmantes de violência contra pessoas trans. De acordo com a deputada, o comportamento de figuras de grande alcance midiático contribui para a manutenção de um cenário de exclusão e desrespeito, reforçando preconceitos que impedem a ocupação de espaços de poder por essa parcela da população.
A recusa na dinâmica e a crítica ao comunicador
Ao justificar sua recusa em participar da brincadeira proposta pelo programa, Erika Hilton foi enfática ao associar o nome artístico do apresentador ao animal que afirmou ter pavor. A parlamentar reiterou que não poderia tratar com naturalidade o que considera ser uma violação de direitos humanos.
A declaração da deputada reafirma seu posicionamento de não tolerar discursos que, sob o pretexto de opinião, promovem ataques à dignidade humana. O caso ilustra a tensão constante entre a liberdade de imprensa e a responsabilidade ética na comunicação, tema que tem sido objeto de acompanhamento pelo portal da Câmara dos Deputados.
Fonte: terra.com.br


































