A torcida inglesa que viajou até Atlanta esperava entoar o tradicional cântico Football is coming home, alimentando o sonho de encerrar um jejum que perdura desde 1966. Contudo, a realidade em campo foi distinta, com a Argentina protagonizando mais uma virada histórica que frustrou as pretensões da seleção europeia e manteve viva a mística da equipe sul-americana no torneio.
Estratégia defensiva e a aposta de Thomas Tuchel
Após abrir o placar, o técnico Thomas Tuchel optou por uma postura conservadora, adotando a tática conhecida como park the bus, ou “estacionar o ônibus”. A estratégia, popularizada por José Mourinho, visava fechar os espaços e garantir a vantagem mínima no marcador, sacrificando a ofensividade da equipe inglesa.
A mudança tática ficou evidente quando Tuchel substituiu Gordon, autor do gol, por Konsa, reforçando o sistema defensivo com uma linha de cinco jogadores. O objetivo era claro: proteger a meta de Pickford a qualquer custo, ignorando a pressão constante exercida pelos argentinos durante a segunda etapa.
Pressão argentina e falha no bloqueio inglês
A tentativa de segurar o resultado não surtiu o efeito desejado. A Argentina manteve a intensidade, forçando o goleiro inglês a realizar defesas cruciais e acertando a trave após cabeçada de Mac Allister. Mesmo com as entradas de O’Reilly e Burn para aumentar o bloqueio defensivo, a retranca inglesa sucumbiu diante da insistência dos hermanos.
O empate surgiu em um chute preciso de Enzo Fernandez de fora da área, que superou a barreira defensiva. A virada definitiva ocorreu aos 92 minutos, quando Lionel Messi, atuando deslocado pela esquerda, serviu Lautaro para selar o placar. O gol, marcado praticamente no primeiro toque do atacante na bola, consolidou a classificação argentina.
Impacto histórico do resultado em Atlanta
O revés inglês em Atlanta reforça uma marca negativa que persegue a seleção britânica há décadas. A incapacidade de sustentar a vantagem contra um adversário de peso como a Argentina levanta questionamentos sobre a eficácia das escolhas táticas em momentos decisivos de competições da FIFA.
Para a Argentina, o triunfo não é apenas uma vitória esportiva, mas a reafirmação de sua resiliência em momentos críticos. A equipe comandada por Scaloni segue em busca do título, provando que a tradição das viradas épicas continua sendo um dos pilares fundamentais de sua campanha nesta edição da Copa do Mundo.
Fonte: uol.com.br


































