O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tornou-se alvo de uma representação formal junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI). A denúncia, apresentada pela organização não governamental FairSquare, aponta que o dirigente teria violado princípios fundamentais de neutralidade política ao manter uma relação de proximidade com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Violação da neutralidade e compromissos éticos
A FairSquare sustenta que a conduta de Infantino colide com as obrigações assumidas quando ingressou no COI, em 10 de janeiro de 2020. Na ocasião, o dirigente jurou respeitar a Carta Olímpica e cumprir integralmente o Código de Ética da instituição, que veda manifestações de apoio político por parte de seus membros.
O documento enviado ao comitê destaca que o descumprimento dessas normas pode resultar em sanções severas, incluindo a possibilidade de expulsão do quadro de integrantes. A entidade britânica argumenta que o comportamento do presidente da Fifa compromete a imagem de imparcialidade exigida pelo cargo.
Eventos e polêmicas envolvendo a gestão da Fifa
A denúncia elenca cinco episódios específicos que, segundo a organização, evidenciam a parcialidade de Infantino. Entre os pontos citados está a entrega do Prêmio da Paz da Fifa a Donald Trump durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado em dezembro de 2025.
Além disso, o dossiê menciona:
- O uso público de slogans associados à campanha de Trump, como a expressão Make America Great Again.
- A declaração de apoio explícito para que o político norte-americano fosse agraciado com o Nobel da Paz.
- A suspeita de interferência política na reversão da suspensão do jogador Folarin Balogun durante o mata-mata do mundial.
- A criação de uma plataforma digital de fãs da Fifa que teria sido utilizada para coleta de dados por entidades ligadas ao ex-presidente.
Investigações paralelas e pressão internacional
Este não é o primeiro movimento contra a gestão de Infantino. O dirigente já enfrenta um processo de investigação aberto no Comitê de Ética da Fifa, iniciado em dezembro do ano anterior. A ação conta com o respaldo formal da Federação Norueguesa de Futebol e de parlamentares do Parlamento Europeu.
A situação coloca a cúpula do futebol mundial sob intenso escrutínio. Para mais detalhes sobre as normas de governança esportiva, consulte a Carta Olímpica oficial.
Fonte: uol.com.br


































