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Moda perigosa: do viral das redes sociais aos riscos letais da história

Imagem gerada com IA

Uma calça de cetim da Zara tornou-se o centro de uma polêmica viral nas redes sociais após relatos de usuárias que sofreram quedas, escoriações e até fraturas. A largura extrema da peça, que facilita o entrelaçamento dos pés durante a caminhada, gerou a hashtag #deadlyzarapants, expondo como tendências contemporâneas podem comprometer a segurança física. No entanto, esse fenômeno está longe de ser inédito na trajetória do vestuário humano.

O legado tóxico do Verde de Paris

No século 19, a moda europeia foi dominada por um tom vibrante conhecido como Verde de Paris. O pigmento, derivado do acetoarsenito de cobre, tornou-se um símbolo de status após ser adotado pela imperatriz Eugénie. O que a elite da época ignorava era a alta toxicidade do material, que também era utilizado como veneno para insetos e ratos.

O contato constante com o tecido, especialmente quando a usuária suava, liberava arsênio, causando úlceras, queda de cabelo e intoxicações crônicas. Estudos da época indicaram que um único vestido poderia desprender quantidades de pó tóxico suficientes para representar um risco letal ao ambiente, evidenciando o perigo oculto sob a estética refinada da era vitoriana.

Crinolinas e o perigo das chamas

As crinolinas, saias de armação volumosas feitas de aço e crina de cavalo, foram outro marco de risco no século 19. Embora populares, as peças eram extremamente inflamáveis e difíceis de remover em situações de emergência. O contato acidental com velas ou lareiras transformava o traje em uma armadilha mortal.

Historiadores estimam que milhares de mulheres perderam a vida em incêndios relacionados a essas estruturas apenas no Reino Unido. A falta de mobilidade e a natureza expansiva da peça impediam que as vítimas escapassem rapidamente, tornando a moda uma ameaça direta à sobrevivência cotidiana.

A pressão extrema dos espartilhos

A busca por uma silhueta ideal, que moldou a cintura através de corpetes e espartilhos, perdura até os dias atuais com figuras como Kim Kardashian e Taylor Swift. Contudo, no século 19, o tight-lacing levava essa prática a níveis extremos, utilizando barbatanas de baleia ou aço para comprimir o tronco humano.

O uso contínuo causava deformações nas costelas, compressão de órgãos internos e problemas digestivos severos. A restrição da caixa torácica limitava a respiração, resultando em tonturas e desmaios frequentes, além do enfraquecimento da musculatura das costas. Para mais detalhes sobre a evolução do vestuário, consulte a Deutsche Welle.

Fonte: terra.com.br

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