O Club de Regatas Vasco da Gama e a Vasco SAF protocolaram, junto à 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, um pedido formal para iniciar o processo competitivo visando a alienação de 90% das ações de uma nova sociedade anônima do futebol. A operação, que ainda depende de autorização judicial, marca uma nova etapa na reestruturação financeira da instituição.
Estrutura da operação e aportes financeiros
A estratégia desenhada pelo clube envolve a criação de uma Nova SAF, para onde seriam transferidos os ativos esportivos da atual estrutura. O processo será aberto ao mercado, permitindo que diversos investidores apresentem propostas em um modelo competitivo. A proposta de referência estabelece um aporte obrigatório de R$ 500 milhões, a ser integralizado em cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões entre 2026 e 2030, com correção pelo INPC.
Além do montante principal, o edital prevê investimentos específicos em infraestrutura, totalizando R$ 150 milhões adicionais. Deste valor, R$ 120 milhões são destinados ao centro de treinamento do futebol profissional e R$ 30 milhões voltados às categorias de base. Somando-se aos aportes diretos, a operação projeta um investimento mínimo de R$ 650 milhões.
Regras do processo competitivo e o papel do Stalking Horse
A Almirante Participações e Empreendimentos S.A. foi designada como Stalking Horse Bidder, atuando como a proponente da oferta-base. Essa condição confere à empresa o direito de igualar a melhor oferta apresentada por outros interessados ao final do certame. É importante ressaltar que a venda não está concretizada; o desfecho depende da escolha da melhor proposta, da homologação pelo juízo e do cumprimento integral das cláusulas do Acordo de Investimentos.
O documento detalha ainda o tratamento dado ao financiamento DIP. Caso a Almirante vença a disputa, o crédito de aproximadamente R$ 82,8 milhões será convertido em participação acionária na Nova SAF. Se outro investidor for o vencedor, o valor deverá ser quitado integralmente como requisito para a conclusão do negócio.
Necessidade de liquidez e recuperação judicial
Na petição enviada ao tribunal, o clube justifica a urgência da medida citando restrições severas de liquidez. A injeção de capital é apresentada como peça fundamental para a manutenção do Plano de Recuperação Judicial e a honra de compromissos com credores. A diretoria também aponta que a celeridade no processo é vital para viabilizar investimentos no elenco durante a janela de transferências e mitigar riscos financeiros e esportivos. Mais informações podem ser acompanhadas pelo portal NetVasco.
Fonte: netvasco.com.br


































