A Conmebol oficializou nesta terça-feira a adoção de um novo conjunto de diretrizes de arbitragem para as suas competições. As mudanças, que seguem as recomendações da IFAB, visam otimizar o tempo de bola rolando e oferecer maior dinamismo aos confrontos. Apesar da atualização normativa, a entidade sul-americana confirmou que não implementará a medida conhecida popularmente como Lei Vini Jr., que sugeria a expulsão de atletas que cobrissem a boca durante diálogos com adversários.
A decisão da entidade busca padronizar o fluxo das partidas e reduzir interrupções desnecessárias. Segundo o comunicado oficial, as novas disposições foram desenhadas para fortalecer o espírito esportivo e fornecer aos árbitros instrumentos mais eficazes para a gestão do jogo. A UEFA, em alinhamento com a postura sul-americana, também optou por não adotar a regra específica sobre o uso das mãos para ocultar a fala.
A polêmica em torno da Lei Vini Jr.
A proposta de punição severa para jogadores que cobrissem a boca surgiu após episódios de tensão envolvendo atletas em competições internacionais. A medida, debatida pela IFAB em abril, buscava coibir ofensas verbais que ocorriam sob o abrigo das camisas. O termo ganhou notoriedade após casos de racismo e condutas discriminatórias que geraram debates acalorados sobre a ética no futebol.
Contudo, a aplicação prática da regra enfrentou resistência devido à subjetividade. A interpretação do que constitui um confronto direto ou uma conversa trivial permanece sob responsabilidade do árbitro. Sem a obrigatoriedade da expulsão, a Conmebol mantém a autonomia da arbitragem para avaliar o contexto de cada interação em campo, evitando punições automáticas que poderiam ser consideradas desproporcionais.
Novas diretrizes para o tempo de jogo
As alterações implementadas focam principalmente na celeridade das reposições e na gestão de substituições. A partir da retomada dos torneios, cobranças de lateral e tiros de meta passam a ter um limite estrito de cinco segundos. Caso o tempo seja excedido, a posse de bola será transferida para a equipe adversária, penalizando a cera e o atraso proposital no reinício do jogo.
As substituições também sofreram ajustes rigorosos. O jogador substituído terá um prazo máximo de dez segundos para deixar o gramado. Caso o limite seja ultrapassado, o atleta substituto ficará impedido de entrar em campo até que ocorra a primeira paralisação após um minuto de jogo. Situações de lesão que exijam a entrada da equipe médica também resultarão na obrigatoriedade de o jogador permanecer fora do campo por um período mínimo de um minuto após o reinício.
Expansão do protocolo VAR
O uso do VAR foi refinado para intervir em situações específicas que impactam diretamente o resultado. A tecnologia agora poderá ser acionada para corrigir erros claros na aplicação de cartões vermelhos derivados de segundos cartões amarelos indevidos. Além disso, o protocolo permite a correção de equívocos na identificação de jogadores punidos e a revisão de escanteios concedidos erroneamente, desde que a correção ocorra de forma imediata e sem comprometer o ritmo da partida. Para mais informações sobre o cenário do futebol, consulte o portal Gazeta Esportiva.
Fonte: gazetaesportiva.com


































