A seleção argentina, hoje celebrada por suas conquistas recentes, viveu por quase três décadas um incômodo jejum de títulos que parecia interminável. A transformação que levou os hermanos a se tornarem campeões de tudo que disputaram nos últimos anos tem suas raízes em momentos cruciais, que redefiniram a equipe e, notavelmente, a liderança de Lionel Messi. Para compreender essa virada, é essencial revisitar o período pós-Copa do Mundo de 2018 e a Copa América de 2019.
O Legado de um Jejum e o Desencanto de 2018
A Argentina enfrentou um Mundial decepcionante em 2018, na Rússia. A fase de grupos foi marcada por um empate com a Islândia, onde Lionel Messi perdeu um pênalti, e uma derrota por 3 a 0 para a Croácia, evidenciando fragilidades defensivas e um desempenho abaixo do esperado. O ambiente interno também era conturbado; após o revés contra os croatas, o técnico Jorge Sampaoli, que havia assumido um ano antes, enfrentou um motim liderado por Messi e Javier Mascherano, que exigiam maior participação nas decisões da equipe.
Apesar de uma vitória sobre a Nigéria, a derrota por 4 a 3 para a França nas oitavas de final adiou novamente o sonho do tricampeonato mundial. Sampaoli deixou o cargo, e a Associação de Futebol Argentino (AFA) levou dois meses para anunciar um novo treinador em meio a uma crise institucional que se arrastava desde 2015, com o escândalo do
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


































