Um caso de violência infantil chocou a cidade de Francisco Beltrão, no Paraná, após a divulgação de imagens de câmeras de monitoramento que flagraram um homem agredindo sua própria filha de 3 anos. Em depoimento prestado à Polícia Civil, o suspeito justificou o ato violento afirmando que a criança chorava de forma “desesperada” e “escandalosa” enquanto caminhavam pela rua, no último domingo, 5.
O conteúdo do depoimento foi revelado pelo programa Fantástico neste domingo, 12. O agressor, que não teve o nome divulgado para preservar a identidade da vítima, alegou que a menina costumava berrar frequentemente. Segundo o suspeito, ele teria pedido para que ela parasse antes de desferir o chute que atingiu o rosto da criança, derrubando-a no chão.
Investigação apura tortura e histórico de violência
Além do episódio flagrado pelas câmeras, a Polícia Civil investiga relatos de agressões recorrentes contra a menina e seu irmão, de 5 anos. Informações colhidas pelos investigadores indicam que o menino teria sido agredido anteriormente com um pedaço de madeira no rosto. Há também denúncias de castigos físicos cruéis, como obrigar as crianças a se ajoelharem sobre grãos de feijão e tampas de garrafas PET.
O delegado Ricardo Moraes Faria dos Santos afirmou que a autoridade policial trabalha com a possibilidade de indiciamento por tortura, e não apenas lesão corporal. A justificativa baseia-se no dano físico e psicológico imposto às crianças de forma sistemática. O caso segue sob apuração rigorosa para detalhar a extensão dos maus-tratos sofridos pelos menores.
Repercussão e medidas protetivas
A mãe das crianças tomou conhecimento da agressão apenas após a circulação do vídeo nas redes sociais. Ao identificar os filhos nas imagens, ela procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência na terça-feira, 7. Em entrevista à TV Globo, a mulher afirmou que seu foco atual é o bem-estar dos filhos e a resolução do caso.
Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil solicitou medidas protetivas de urgência para a mãe e as crianças. O Conselho Tutelar também foi acionado para prestar o suporte necessário à família. As autoridades continuam as diligências para garantir a segurança dos menores e a responsabilização legal do agressor, que alegou arrependimento durante o depoimento, afirmando ter “perdido a cabeça”.
Fonte: terra.com.br


































